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Chimoio · Cabo Delgado · Nampula · Niassa · Sofala · Manica
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Equipa da GCR com o Governo distrital em Nipepe, Niassa

quem somos

Uma organização moçambicana, enraizada na comunidade

Uma organização moçambicana enraizada na comunidade, guiada por evidências e comprometida com a protecção e a dignidade de cada mulher e rapariga, em todos os cantos deste país.
Luisa Netsai Sekaimweshe
Directora Executiva · Plano Estratégico 2026–2030

A Girl Child Rights (GCR), conhecida como «GCR Para Todas as Raparigas», é uma organização da sociedade civil moçambicana dedicada à protecção, ao empoderamento e aos direitos de mulheres, raparigas e populações vulneráveis, em contextos de crise e de recuperação.

Tem sede em Chimoio, Manica, e presença em Cabo Delgado, Nampula, Niassa, Sofala e Manica. Trabalha com agências das Nações Unidas, organizações internacionais e instituições do Governo.

É a Convocadora Nacional e acolhe o Secretariado da Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP).

o que nos move

Missão, visão e valores

Missão

Inspirar uma mudança transformadora na forma como o mundo trata raparigas e mulheres, com e sem deficiência.

Visão

Um mundo onde todas as raparigas e mulheres, com e sem deficiência, gozam do direito à protecção contra a violência, o abuso e a exploração.

  • Dignidade e centralidade da sobreviventeA segurança, a dignidade e a autonomia das sobreviventes estão no centro de todos os programas.
  • Liderança localA mudança sustentável é liderada pelas comunidades e pelos actores nacionais, não imposta de fora.
  • Prestação de contasÀs comunidades que servimos, aos parceiros, aos financiadores e entre nós.
  • InclusãoGénero, idade, deficiência e diversidade fazem parte do desenho de cada programa.
  • ExcelênciaSeguimos os mais altos padrões profissionais e éticos em tudo o que fazemos.

a nossa história

Do Centro ao Norte

  1. 2019

    Começa o programa Leave No Child Behind

    Com a Save the Children Moçambique e financiamento do Governo da Noruega (Norad), a GCR inicia um programa de cinco anos pela educação segura e inclusiva nos distritos de Machaze, Macossa, Manica e Tambara, na província de Manica. Até 2023, o programa chegou a 88.600 crianças em 122 escolas.

    Fonte: Relatório Anual 2023, p. 30

  2. 2021

    A GCR chega aos distritos de Cabo Delgado afectados pelo conflito

    A GCR passa a trabalhar em grande escala nos distritos de Cabo Delgado afectados pelo conflito armado e pelo deslocamento, com serviços de protecção e de resposta à violência baseada no género. Em Julho do mesmo ano começa o projecto RARE de adesão e retenção no tratamento do HIV e da tuberculose em oito distritos de Manica, com financiamento do Fundo Global através da Pathfinder e do CCS.

    Fonte: Capacity Statement GCR 2026; Plano Estratégico 2026–2030, §1.3; Registo de projectos da GCR

    Mulher vista ao longe carrega lenha à cabeça junto a tendas num local de deslocados
    Cabo Delgado Foto: GCR
  3. 2023

    Doze projectos em cinco províncias

    Em 2023, a GCR implementou 12 projectos em Cabo Delgado, Niassa, Tete, Manica e Sofala, organizados em cinco pilares: protecção, empoderamento económico das mulheres, desenvolvimento positivo de jovens, saúde e educação. A carteira de financiamento do ano somou USD 2.152.465,63 em 13 subvenções. Em Janeiro começou, em Palma e Mocímboa da Praia, o Projecto de Recuperação da Crise no Norte, financiado pelo Banco Mundial através do UNOPS.

    Fonte: Relatório Anual 2023, pp. 3 e 32; Registo de projectos da GCR

    Membros de associações económicas e visitantes reunidos ao ar livre debaixo de árvores
    Palma, Outubro de 2023 Foto: GCR
  4. 2024

    Novos programas com o UNFPA no Norte e no Centro

    Começam dois programas com o UNFPA: ResiNorte, com fundos da União Europeia e da Finlândia, em Cabo Delgado e Niassa (2024–2026), e Tolerância Zero, com fundos da União Europeia, em seis distritos de Manica (2024–2028).

    Fonte: Registo de projectos da GCR (Track Record 2019–2025)

  5. 2025

    Concluídos dois programas de recuperação económica

    Em Março termina o programa Mulheres, Paz e Segurança, com a ONU Mulheres e financiamento da Embaixada da Noruega, que inscreveu 4.500 mulheres afectadas pelo conflito. Em Junho encerra o Projecto de Recuperação da Crise no Norte: 786 jovens e mulheres formados e equipados e 49 cooperativas legalizadas em Palma e Mocímboa da Praia.

    Fonte: Registo de projectos da GCR (Track Record 2019–2025)

    Mulher sorridente de chapéu de cozinheira em frente a uma vedação de caniço
    Foto: GCR/ZadelMaradza
  6. Dez. 2025

    Convocadora Nacional da MLHCP

    A Assembleia Geral da Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP) confirma a GCR como Convocadora Nacional e anfitriã do Secretariado da plataforma.

    Fonte: Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 4, p. 14

  7. Mar. 2026

    Plano Estratégico 2026–2030

    A GCR conclui o Plano Estratégico 2026–2030, «Fortalecer a protecção, promover a equidade, liderar localmente», com cinco pilares: protecção e resposta à VBG, nexo humanitário-desenvolvimento-paz, inovação digital, Secretariado da MLHCP e localização, e excelência institucional.

    Fonte: Plano Estratégico 2026–2030, capa e §3.2

    Equipa da GCR em fotografia de grupo junto a uma estrada com floresta, de camisolas pretas
    Foto: GCR

onde trabalhamos

Cinco províncias, sede em Chimoio

  • Cabo DelgadoMueda, Palma, Mocímboa da Praia, Quissanga, Metuge, Chiúre, Macomia, Nangade
  • NampulaNampula, Eráti
  • NiassaLichinga, Cuamba, Mecula, Nipepe
  • Manica (sede)Chimoio, Gondola, Manica, Sussundenga, Mossurize, Tambara
  • SofalaBeira, Búzi, Nhamatanda

Presença segundo o Plano Estratégico 2026–2030 e o Capacity Statement 2026. Os projectos por área estão em O que fazemos.

como trabalhamos

A nossa forma de trabalhar

  1. 01

    Centrado na sobrevivente

    A segurança, a dignidade e as escolhas da sobrevivente orientam cada passo. As gestoras e os gestores de casos seguem as normas GBVIMS+ e as Normas Mínimas de Protecção da Criança, explicam a confidencialidade e os seus limites e obtêm consentimento informado antes de qualquer encaminhamento. Cada caso é acompanhado até ao encerramento seguro.

  2. 02

    Protecção com base na comunidade

    Trabalhamos com comités comunitários de protecção da criança, activistas, líderes comunitários e religiosos e espaços seguros para mulheres e raparigas. Estas estruturas identificam riscos cedo, encaminham casos e continuam no terreno depois de cada projecto terminar.

  3. 03

    Liderança local e sistemas do Estado

    A mudança duradoura é conduzida pelas comunidades e pelos actores nacionais. Trabalhamos com os Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, as Direcções Provinciais de Género, Criança e Acção Social e os serviços de saúde, polícia e assistência jurídica, e formamos o seu pessoal em gestão de casos e encaminhamento.

  4. 04

    Do humanitário ao desenvolvimento

    No Norte, a resposta de emergência acontece ao mesmo tempo que o investimento a longo prazo: protecção e apoio psicossocial a par de formação profissional, grupos de poupança, reforço dos serviços públicos e diálogo entre populações deslocadas e de acolhimento.

  5. 05

    Inclusão desde o desenho

    Género, idade, deficiência e diversidade entram na concepção de cada programa. Trabalhamos com mulheres e raparigas com deficiência e com as suas organizações, e todos os dados são desagregados por sexo, idade e deficiência.

  6. 06

    Dados para decidir

    Cada caso e actividade é registado em sistemas digitais (ActivityInfo, Kobo e painéis Power BI), com regras estritas de protecção de dados. Usamos a nossa própria informação para decidir onde reforçar a prevenção, as equipas e as vias de encaminhamento.

governação e prestação de contas

Sistemas que dão confiança

A GCR é uma organização da sociedade civil moçambicana com sede em Chimoio, província de Manica. É dirigida pela Directora Executiva, Luisa Netsai Sekaimweshe, e tem um Conselho de Direcção que assegura a supervisão estratégica.

O Pilar 5 do Plano Estratégico 2026–2030, Excelência institucional, orienta o investimento nos sistemas internos até 2030: governação, gestão financeira, recursos humanos, monitoria e avaliação, e comunicação. Abaixo indicamos o que está em vigor e o que está planeado.

  • Conselho de Direcção

    O Plano Estratégico prevê reforçar o Conselho em competências, diversidade e envolvimento, definir planos de sucessão para a direcção e o pessoal técnico e realizar uma avaliação anual da saúde organizacional.

    Fonte: Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 A, p. 16
  • Auditoria e gestão financeira

    As contas dos exercícios de 2023 e 2024 tiveram auditorias externas sem reservas. Até 2030, a GCR pretende investir em software e processos financeiros e em capacidade de auditoria interna, adoptar uma política de recuperação de custos indirectos e procurar acordos de financiamento plurianuais.

    Fonte: Capacity Statement GCR 2026, secção 08; Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 B, p. 16
  • Salvaguarda e PSEA

    Em Março de 2026, o UNFPA classificou a capacidade da GCR em protecção contra a exploração e o abuso sexuais (PSEA) como «capacidade plena» (8 em 8). A GCR é parceira verificada no UN Partner Portal e membro da Rede PSEA Moçambique. Todo o pessoal e voluntariado recebe indução obrigatória em género, princípios de VBG, PSEA e salvaguarda da criança, com actualização anual.

    Fonte: Capacity Statement GCR 2026, secções 04 e 08 e «Membership and platforms»
  • Políticas institucionais

    A GCR tem políticas de salvaguarda da criança, PSEA, assédio sexual, código de conduta, género, antifraude, protecção de dados, aprovisionamento, finanças, recursos humanos e segurança. A Política de Igualdade de Género e Empoderamento das Mulheres (2024), aprovada pelo Conselho, exige uma análise de género e protecção no início de cada projecto. O Plano Estratégico prevê a revisão e actualização destas políticas.

    Fonte: Capacity Statement GCR 2026, secções 06 e 08; Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 A, p. 16
  • Monitoria, avaliação e protecção de dados

    Os casos e as actividades são registados numa base de dados alinhada com o GBVIMS+ (ActivityInfo), com painéis Power BI e inquéritos em Kobo. Os dados sensíveis são recolhidos só por quem presta o serviço e partilhados só ao abrigo de protocolos de partilha de informação. O Plano Estratégico prevê avaliações independentes a meio do período (2028) e no fim (2030) e mecanismos de resposta e reclamação da comunidade em todas as áreas de programa.

    Fonte: Capacity Statement GCR 2026, secção 07; Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 D, p. 16
  • Recursos humanos

    Até 2030, a GCR pretende aplicar uma estratégia de remuneração que atraia e retenha pessoal qualificado em locais difíceis, apoiar o bem-estar e a saúde mental das equipas de terreno e criar programas de estágio com universidades.

    Fonte: Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 C, p. 16

Espaços de coordenação

  • Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP)Convocadora Nacional e anfitriã do Secretariado (mandato confirmado em Dezembro de 2025).
  • Cluster de Protecção, Cabo DelgadoParceira activa, com reporte 5W regular.
  • Subcluster de VBG / Área de Responsabilidade de VBGParceira; contribui com dados de casos GBVIMS+.
  • Área de Responsabilidade de Protecção da CriançaParceira participante.
  • Grupo de Trabalho de Saúde Mental e Apoio PsicossocialParceira participante.
  • Rede PSEA MoçambiqueMembro; participou na revisão dos termos de referência da Rede em 2025.
  • Equipa Humanitária do País e Fórum de ONGAtravés da MLHCP, representa as ONG nacionais na advocacia humanitária.

localização

Convocadora Nacional da MLHCP

A Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP, na sigla inglesa) reúne organizações não governamentais locais e nacionais que actuam na resposta humanitária. O seu propósito é que as organizações moçambicanas liderem a resposta às crises nas suas comunidades, em linha com o Grand Bargain e com a reforma humanitária iniciada em 2025.

Conhecer a MLHCP

plano estratégico 2026–2030

Fortalecer a protecção, promover a equidade, liderar localmente

  1. 1Protecção e resposta à VBG
  2. 2Nexo humanitário-desenvolvimento-paz
  3. 3Inovação digital e cobertura nacional
  4. 4Secretariado da MLHCP e localização
  5. 5Excelência institucional
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