Missão
Inspirar uma mudança transformadora na forma como o mundo trata raparigas e mulheres, com e sem deficiência.
quem somos
Uma organização moçambicana enraizada na comunidade, guiada por evidências e comprometida com a protecção e a dignidade de cada mulher e rapariga, em todos os cantos deste país.
Luisa Netsai SekaimwesheA Girl Child Rights (GCR), conhecida como «GCR Para Todas as Raparigas», é uma organização da sociedade civil moçambicana dedicada à protecção, ao empoderamento e aos direitos de mulheres, raparigas e populações vulneráveis, em contextos de crise e de recuperação.
Tem sede em Chimoio, Manica, e presença em Cabo Delgado, Nampula, Niassa, Sofala e Manica. Trabalha com agências das Nações Unidas, organizações internacionais e instituições do Governo.
É a Convocadora Nacional e acolhe o Secretariado da Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP).
o que nos move
Missão
Inspirar uma mudança transformadora na forma como o mundo trata raparigas e mulheres, com e sem deficiência.
Visão
Um mundo onde todas as raparigas e mulheres, com e sem deficiência, gozam do direito à protecção contra a violência, o abuso e a exploração.
a nossa história
2019
Com a Save the Children Moçambique e financiamento do Governo da Noruega (Norad), a GCR inicia um programa de cinco anos pela educação segura e inclusiva nos distritos de Machaze, Macossa, Manica e Tambara, na província de Manica. Até 2023, o programa chegou a 88.600 crianças em 122 escolas.
Fonte: Relatório Anual 2023, p. 30
2021
A GCR passa a trabalhar em grande escala nos distritos de Cabo Delgado afectados pelo conflito armado e pelo deslocamento, com serviços de protecção e de resposta à violência baseada no género. Em Julho do mesmo ano começa o projecto RARE de adesão e retenção no tratamento do HIV e da tuberculose em oito distritos de Manica, com financiamento do Fundo Global através da Pathfinder e do CCS.
Fonte: Capacity Statement GCR 2026; Plano Estratégico 2026–2030, §1.3; Registo de projectos da GCR

2023
Em 2023, a GCR implementou 12 projectos em Cabo Delgado, Niassa, Tete, Manica e Sofala, organizados em cinco pilares: protecção, empoderamento económico das mulheres, desenvolvimento positivo de jovens, saúde e educação. A carteira de financiamento do ano somou USD 2.152.465,63 em 13 subvenções. Em Janeiro começou, em Palma e Mocímboa da Praia, o Projecto de Recuperação da Crise no Norte, financiado pelo Banco Mundial através do UNOPS.
Fonte: Relatório Anual 2023, pp. 3 e 32; Registo de projectos da GCR

2024
Começam dois programas com o UNFPA: ResiNorte, com fundos da União Europeia e da Finlândia, em Cabo Delgado e Niassa (2024–2026), e Tolerância Zero, com fundos da União Europeia, em seis distritos de Manica (2024–2028).
Fonte: Registo de projectos da GCR (Track Record 2019–2025)
2025
Em Março termina o programa Mulheres, Paz e Segurança, com a ONU Mulheres e financiamento da Embaixada da Noruega, que inscreveu 4.500 mulheres afectadas pelo conflito. Em Junho encerra o Projecto de Recuperação da Crise no Norte: 786 jovens e mulheres formados e equipados e 49 cooperativas legalizadas em Palma e Mocímboa da Praia.
Fonte: Registo de projectos da GCR (Track Record 2019–2025)

Dez. 2025
A Assembleia Geral da Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP) confirma a GCR como Convocadora Nacional e anfitriã do Secretariado da plataforma.
Fonte: Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 4, p. 14
Mar. 2026
A GCR conclui o Plano Estratégico 2026–2030, «Fortalecer a protecção, promover a equidade, liderar localmente», com cinco pilares: protecção e resposta à VBG, nexo humanitário-desenvolvimento-paz, inovação digital, Secretariado da MLHCP e localização, e excelência institucional.
Fonte: Plano Estratégico 2026–2030, capa e §3.2

onde trabalhamos
Presença segundo o Plano Estratégico 2026–2030 e o Capacity Statement 2026. Os projectos por área estão em O que fazemos.
como trabalhamos
A segurança, a dignidade e as escolhas da sobrevivente orientam cada passo. As gestoras e os gestores de casos seguem as normas GBVIMS+ e as Normas Mínimas de Protecção da Criança, explicam a confidencialidade e os seus limites e obtêm consentimento informado antes de qualquer encaminhamento. Cada caso é acompanhado até ao encerramento seguro.
Trabalhamos com comités comunitários de protecção da criança, activistas, líderes comunitários e religiosos e espaços seguros para mulheres e raparigas. Estas estruturas identificam riscos cedo, encaminham casos e continuam no terreno depois de cada projecto terminar.
A mudança duradoura é conduzida pelas comunidades e pelos actores nacionais. Trabalhamos com os Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, as Direcções Provinciais de Género, Criança e Acção Social e os serviços de saúde, polícia e assistência jurídica, e formamos o seu pessoal em gestão de casos e encaminhamento.
No Norte, a resposta de emergência acontece ao mesmo tempo que o investimento a longo prazo: protecção e apoio psicossocial a par de formação profissional, grupos de poupança, reforço dos serviços públicos e diálogo entre populações deslocadas e de acolhimento.
Género, idade, deficiência e diversidade entram na concepção de cada programa. Trabalhamos com mulheres e raparigas com deficiência e com as suas organizações, e todos os dados são desagregados por sexo, idade e deficiência.
Cada caso e actividade é registado em sistemas digitais (ActivityInfo, Kobo e painéis Power BI), com regras estritas de protecção de dados. Usamos a nossa própria informação para decidir onde reforçar a prevenção, as equipas e as vias de encaminhamento.
governação e prestação de contas
A GCR é uma organização da sociedade civil moçambicana com sede em Chimoio, província de Manica. É dirigida pela Directora Executiva, Luisa Netsai Sekaimweshe, e tem um Conselho de Direcção que assegura a supervisão estratégica.
O Pilar 5 do Plano Estratégico 2026–2030, Excelência institucional, orienta o investimento nos sistemas internos até 2030: governação, gestão financeira, recursos humanos, monitoria e avaliação, e comunicação. Abaixo indicamos o que está em vigor e o que está planeado.
O Plano Estratégico prevê reforçar o Conselho em competências, diversidade e envolvimento, definir planos de sucessão para a direcção e o pessoal técnico e realizar uma avaliação anual da saúde organizacional.
Fonte: Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 A, p. 16As contas dos exercícios de 2023 e 2024 tiveram auditorias externas sem reservas. Até 2030, a GCR pretende investir em software e processos financeiros e em capacidade de auditoria interna, adoptar uma política de recuperação de custos indirectos e procurar acordos de financiamento plurianuais.
Fonte: Capacity Statement GCR 2026, secção 08; Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 B, p. 16Em Março de 2026, o UNFPA classificou a capacidade da GCR em protecção contra a exploração e o abuso sexuais (PSEA) como «capacidade plena» (8 em 8). A GCR é parceira verificada no UN Partner Portal e membro da Rede PSEA Moçambique. Todo o pessoal e voluntariado recebe indução obrigatória em género, princípios de VBG, PSEA e salvaguarda da criança, com actualização anual.
Fonte: Capacity Statement GCR 2026, secções 04 e 08 e «Membership and platforms»A GCR tem políticas de salvaguarda da criança, PSEA, assédio sexual, código de conduta, género, antifraude, protecção de dados, aprovisionamento, finanças, recursos humanos e segurança. A Política de Igualdade de Género e Empoderamento das Mulheres (2024), aprovada pelo Conselho, exige uma análise de género e protecção no início de cada projecto. O Plano Estratégico prevê a revisão e actualização destas políticas.
Fonte: Capacity Statement GCR 2026, secções 06 e 08; Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 A, p. 16Os casos e as actividades são registados numa base de dados alinhada com o GBVIMS+ (ActivityInfo), com painéis Power BI e inquéritos em Kobo. Os dados sensíveis são recolhidos só por quem presta o serviço e partilhados só ao abrigo de protocolos de partilha de informação. O Plano Estratégico prevê avaliações independentes a meio do período (2028) e no fim (2030) e mecanismos de resposta e reclamação da comunidade em todas as áreas de programa.
Fonte: Capacity Statement GCR 2026, secção 07; Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 D, p. 16Até 2030, a GCR pretende aplicar uma estratégia de remuneração que atraia e retenha pessoal qualificado em locais difíceis, apoiar o bem-estar e a saúde mental das equipas de terreno e criar programas de estágio com universidades.
Fonte: Plano Estratégico 2026–2030, Pilar 5 C, p. 16localização
A Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP, na sigla inglesa) reúne organizações não governamentais locais e nacionais que actuam na resposta humanitária. O seu propósito é que as organizações moçambicanas liderem a resposta às crises nas suas comunidades, em linha com o Grand Bargain e com a reforma humanitária iniciada em 2025.
plano estratégico 2026–2030